PJ detém 10 cúmplices do advogado Paulo Topa. São suspeitos de lucrar milhões de euros com falências fraudulentas

Operação 'Cinderela' decorreu no Porto, Aveiro e Coimbra.

03 de março de 2026 às 13:12
Sede da Polícia Judiciária Foto: Alexandre Azevedo/Sábado
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A Polícia Judiciária deteve, esta terça-feira, 10 pessoas por suspeitas de integrar uma rede liderada pelo advogado Paulo Topa (preso preventivamente desde dezembro) que se dedicava a ganhar milhões com falências fraudulentas. Segundo um comunicado da Judiciária do Porto, a “investigação incide sobre a atuação organizada e concertada dos detidos, intervenientes em processos de insolvência e/ou de recuperação de empresas, no âmbito das suas funções profissionais, num esquema criminoso que permitiu beneficiar os insolventes e viabilizar a apropriação de património em prejuízo dos reais credores”

No centro do esquema está o advogado Paulo Topa que o Ministério Público e a Judiciária do Porto já tentaram prender em algumas ocasiões, mas . Nos processos de insolvência, a rede, de acordo com o comunicado, “através de pessoas singulares e/ou coletivas da sua confiança, que se apresentavam com créditos fictícios e documentação forjada, garantiam o imediato reconhecimento de credores sem a devida comprovação da dívida”

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“Estes créditos fictícios, além de permitirem a apropriação imediata de bens móveis ou imóveis, asseguravam a aprovação dos planos de recuperação, para que os devedores pudessem tirar proveito dos seus efeitos, suspendendo a ação dos reais credores e dissipando o património existente”, explicou ainda a Judiciária.

Esta operação mobilizou 80 inspetores da PJ do Porto, uma equipa da Unidade Nacional de Cibercrime que, além dos detidos, efetuou 18 buscas domiciliárias e várias empresas

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