PJ detém três suspeitos em Beja por coação, ofensas à integridade física e arma proibida

Uma das vítimas do trio foi atingida com disparo de arma de fogo.

13 de maio de 2026 às 19:26
Polícia Judiciária Foto: Direitos Reservados
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Três homens, entre os 29 e os 45 anos, foram detidos esta quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), em Beja, por estarem "fortemente indiciados" dos crimes de ofensa à integridade física qualificada, coação agravada e detenção de arma proibida.

Em comunicado, a PJ revelou que a operação policial que permitiu deter os três suspeitos foi realizada através da Diretoria do Sul, com a colaboração da PSP.

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Os homens são suspeitos da prática de crimes relacionados com factos ocorridos na madrugada de 25 de fevereiro, "nas imediações de Beja", que tiveram como "objetivo expulsar as vítimas do local onde residiam".

"Na ocasião, dois dos suspeitos, um deles com livre acesso à residência e com anterior relação laboral com as vítimas", conseguiram "entrar na residência e provocaram vários ferimentos nas vítimas", lê-se no comunicado.

A PJ realçou também que "uma das vítimas chegou a ser atingida, num membro inferior, com disparo de arma de fogo, necessitando de tratamento médico e internamento hospitalar por 15 dias".

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No comunicado, a PJ não indicou mais pormenores sobre o caso, nomeadamente o número de vítimas e respetivas idades, quais os factos ocorridos, nem o que os motivou.

A polícia de investigação criminal referiu que, na sequência de diligências efetuadas e em resultado da investigação desenvolvida, "foram recolhidos relevantes elementos probatórios que permitiram às autoridades judiciárias competentes sustentar a emissão de mandados de busca e de detenção fora de flagrante delito".

Os três homens foram presentes a primeiro interrogatório judicial e saíram em liberdade, com várias medidas de coação determinadas pelo juiz de instrução criminal, nomeadamente proibição de contactos com as vítimas e testemunhas e obrigação de apresentações trissemanais ao posto policial da sua área de residência.

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O inquérito é titulado pelo Ministério Público (MP) de Beja, indicou também a PJ.

A investigação prossegue a cargo desta polícia, com o objetivo de "esclarecer integralmente os factos e a possibilidade de existência de outros intervenientes na ação criminosa e de recuperação dos instrumentos do crime", é referido no comunicado.

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