PJ deteve em Lisboa dois estrangeiros suspeitos de burla através de meios informáticos

Detidos foram já ouvidos em primeiro interrogatório judicial, tendo um ficado em prisão preventiva e o outro sujeito à medida de coação de apresentações periódicas em esquadra de polícia.

18 de junho de 2026 às 18:47
PJ deteve em Lisboa dois estrangeiros suspeitos de burla através de meios informáticos Foto: Direitos reservados
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A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Lisboa dois estrangeiros por suspeita de crimes de burla qualificada, utilizando um esquema de captura de dados informáticos, anunciou esta quinta-feira aquela polícia de investigação criminal.

A operação "Token Out" foi efetuada pela Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica e os suspeitos estão indiciados por crimes de "burla qualificada, abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, falsificação informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais".

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Os detidos foram já ouvidos em primeiro interrogatório judicial, tendo um ficado em prisão preventiva e o outro sujeito à medida de coação de apresentações periódicas em esquadra de polícia.

Segundo a PJ, entre 2024 e 2025 os suspeitos, com 27 e 31 anos, obtiveram dados de cartões bancários através de técnicas de "smishing", fraude informática que utiliza mensagens de texto (SMS) ou aplicações de mensagens (como WhatsApp e Messenger) para enganar as vítimas.

Neste caso, refere a PJ em comunicado, "os ataques foram praticados mediante o envio de mensagens SMS que simulavam comunicações legítimas dos CTT e do hipermercado Continente, induzindo os titulares a fornecer os dados associados aos seus instrumentos de pagamento, nomeadamente, as respetivas credenciais de autenticação".

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A PJ adianta que os detidos "possibilitavam a criação ilícita de "payment tokens" (ativos digitais que funcionam como dinheiro eletrónico e que são ou meio de troca e que são usados para transferências de capital), posteriormente utilizados na aquisição de cartões pré-pagos de criptoativos (BitCards)".

"Estes BitCards funcionam como um instrumento intermédio de conversão dos fundos ilicitamente obtidos em criptoativos, facilitando a ulterior circulação e dispersão dos ativos em redes "blockchain" (livro-razão digital), explica a PJ, referindo que os suspeito obtiveram "um benefício patrimonial de um valor consideravelmente elevado", mas sem avançar valores.

Segundo a PJ, no decurso da operação foram recolhidas provas que demonstram a prática dos crimes em investigação e foram apreendidas "diversas criptomoedas (BNB, USDT, ASTER), localizadas no CASP Binance".

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