PJ extradita para Espanha português procurado por homicidio e tráfico de droga
Suspeito foi detido a 11 de novembro de 2025, no âmbito da operação "Fribérico".
Um português procurado pelas autoridades espanholas pelos crimes de homicídio consumado e na forma tentada e por tráfico de droga foi esta quinta-feira extraditado para Espanha pela Polícia Judiciária (PJ), informou aquela força policial.
Segundo a Judiciária, o suspeito foi detido a 11 de novembro de 2025, no âmbito da operação "Fribérico", levada a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ, conjuntamente com a Guardia Civil de Espanha.
O homem esta quinta-feira extraditado é um dos quatro elementos suspeitos dos crimes de homicídio e homicídio na forma tentada ocorridos em março de 2025 em território espanhol, que vitimaram um cidadão marroquino e provocaram graves lesões a um cidadão espanhol, num caso relacionado com o tráfico de droga.
Depois de ouvido em interrogatório no Tribunal da Relação de Évora foi-lhe determinada a detenção no Estabelecimento Prisional anexo à PJ de Lisboa, enquanto aguardava a sua entrega às autoridades de Espanha, o que ocorreu durante a manhã de esta quinta-feira.
Os restantes elementos do grupo, detidos no âmbito da operação "Fribérico", foram já objeto de extradição, a 13 de janeiro, 12 de fevereiro e 13 de março, avança a PJ.
Num comunicado emitido na altura das detenções, a PJ explicava que realizou em novembro passado, nas regiões do Entroncamento, Santa Margarida e Nisa uma operação policial conjunta com a Guardia Civil para cumprimento de quatro mandados de detenção europeus e quatro buscas domiciliárias, no cumprimento de uma Decisão Europeia de Investigação (DEI).
A investigação criminal está centrada na alegada prática de factos suscetíveis de integrarem crimes de homicídio e homicídio na forma tentada, ocorridos em março de 2025, em território espanhol, que vitimou um cidadão marroquino e provocou lesões graves num cidadão espanhol.
Sobre os quatro detidos recai também a suspeita de crimes de tráfico de estupefacientes, detenção de arma proibida e dano com arma de fogo.
A investigação em Portugal correu pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém.
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