Duarte Moral, assessor de José Luís Carneiro, é um dos detidos em megaoperação da PJ
Cinco pessoas já foram detidas e 37 constituídas arguidas. Operação da PJ mobilizou cerca de 400 inspetores.
Pelo menos cinco pessoas foram detidas, uma delas em flagrante delito por posse ilegal de arma, e 37 foram constituídas arguidas, no âmbito de uma operação de buscas da PJ que visa juntas de freguesia do PS e empresas, em Lisboa, por suspeitas de corrupção. O CM sabe que um dos detidos é Duarte Moral, assessor do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, também foi assessor de António Costa.
A PJ iniciou também buscas na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.
Em comunicado, a Polícia Judiciária indica que a operação "Imergente" mobilizou cerca de 400 inspetores e peritos da PJ e sete magistrados do Ministério Público e inclui 60 mandados de busca domiciliária e 32 de não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra. Num outro comunicado, a 1.ª secção do DIAP Regional de Lisboa afirma que são 58 mandados de busca domiciliária e 31 de não domiciliária.
O DIAP de Lisboa refere ainda que o inquérito "tem por objeto principal a investigação de factos relativos a adjudicações por autarquias, cujo valor global ascende a quase dois milhões de euros, bem como a emissão de faturas para recebimento indevido, por dois suspeitos, de quantias de partido político".
Em causa estão suspeitas da prática de crimes de "prevaricação, participação económica em negócio, peculato, abuso de poderes, burla qualificada, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada", pode ler-se no mesmo comunicado.
Segundo informações recolhidas pelo CM, esta investigação diz respeito a suspeitas de corrupção e eventualmente financiamento partidário ilegal. A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e o ex-presidente, Miguel Coelho, são dois dos alvos.
Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
A investigação da Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC), que surge depois do processo "Tutti Frutti", procura documentos e dados informáticos (nos telemóveis e computadores).
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