PJ investiga morte de jovem espancado

A família de um rapaz, de 18 anos, do Porto, que morreu ontem depois de ter sido encontrado na berma da estrada ao lado da bicicleta, exige saber o que aconteceu a Fábio Magalhães.

09 de junho de 2011 às 00:30
MORTO, PORTO, INVESTIGAÇÃO Foto: Joana Neves Correia
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Os pais rejeitam a hipótese de queda acidental de bicicleta e acreditam tratar-se de um crime. Os relatórios médicos indicam que os ferimentos não foram provocados por uma queda mas sim por agressão. A Polícia Judiciária está a investigar.

O caso remonta a domingo de manhã. Fábio seguia para o trabalho de bicicleta, como quase sempre fazia, desde a casa da namorada em Jovim, Gondomar, para o Porto. Eram cerca das 06h40 quando o jovem foi encontrado caído na berma da rua do Tronco, em Jovim, a quatro metros da bicicleta. Fábio estava já em morte cerebral, mas sem ferimentos visíveis. "Não tinha um hematoma, mas estava em muito mau estado. Tinha as rótulas e as costelas partidas e o rim desfeito", descreveu a mãe do jovem, Maria Salomé.

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O jovem deu entrada no Hospital de Santo António, tendo ficado em estado de coma. Ontem acabou por não resistir. "Até os médicos dizem que está aqui um mistério muito grande e que aquilo não pode ter sido de uma queda. Ele também não tinha doenças e foi descartada a hipótese de ter sido um ataque cardíaco", lembrou Maria Salomé.

Todas as hipóteses foram estudadas pelas autoridades. "Há ali um espaço de tempo, entre a hora a que ele saiu de casa até que foi encontrado, em que ninguém sabe o que aconteceu. Sei que no mesmo dia foi lá encontrado um carro que já tinha sido usado em vários assaltos. Colocaram essa hipótese, mas até agora não há nada concreto", afirmou.

A família está em choque e diz não conhecer inimigos de Fábio. "Era um rapaz que não se metia com ninguém, nem aqui nem em lado nenhum. Se ele abrisse os olhos, mas infelizmente já não os abre mais", disse, em pranto, Maria Salomé. O jovem é hoje autopsiado.

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