PJ investiga morte de recluso na cadeia de Alcoentre
Sindicato dos Guardas Prisionais e Serviços Prisionais falam em suicídio. Familiares dizem que preso foi assassinado.
A Polícia Judiciária (PJ) foi chamada a investigar a morte de um recluso (como está definido desde que Francisca Van Dunem era Ministra da Justiça) que na manhã desta quinta-feira foi encontrado cadáver na cela disciplinar onde estava detido, na prisão de Alcoentre, concelho da Azambuja.
O óbito tem duas versões. Fonte oficial da Direção-Geral dos Serviços Prisionais confirmou ao CM a morte do recluso, referindo que o mesmo se encontrava numa cela disciplinar "por decisão do tribunal". "Tratou-se de um suicídio, e não temos qualquer indicação da ocorrência de agressões", explicou a mesma fonte. Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, explicou ao nosso jornal que o motivo da pena disciplinar do recluso foram "agressões com outro preso". "Nesta quinta-feira, pouco depois das 07h00, o preso [cela] foi aberto e estava vivo. Cerca de 20 minutos depois, os guardas voltaram a passar pela cela e ele já estava enforcado. As câmaras de videovigilância não mostram quaisquer agressões", garantiu.
O CM, entretanto, recolheu os depoimentos de outros reclusos, e também de familiares e amigos do preso falecido. Apresentam a versão de possíveis agressões de guardas ao recluso, o que veio a causar o óbito.
A PJ já está a acompanhar o caso.
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