PJ sem provas sobre cigarros

Investigação recusa apontar origem do fogo no Andanças.

07 de agosto de 2016 às 01:45
incêndio, andanças Foto: Hugo Rainho / Correio da Manhã
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O ponto de ignição que levou ao incêndio em que arderam 422 carros num parque de estacionamento do festival Andanças, em Castelo de Vide, na quarta-feira à tarde, terá ocorrido no mato rasteiro e não dentro de um automóvel. A causa foi exterior, pelos indícios recolhidos pela PJ e por peritos de seguradoras no local – mas não há provas que permitam identificar o que esteve na origem do fogo que se propagou aos carros. Seja um cigarro aceso ou outra causa qualquer.

Em causa, recorde-se, estão interesses das seguradoras que esperam não ter de assumir responsabilidades por danos que podem atingir os 4 milhões de euros. Sendo a origem do incêndio externa não há qualquer responsabilidade para o seguro do primeiro carro que ardeu em indemnizar os outros pela propagação das chamas.

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Assim, em último caso poderá ser o seguro contratado pelo festival Andanças a ter de assumir a conta pelo prejuízo na destruição dos carros ali estacionados. Mas tudo vai depender de qual for o fator externo apurado na investigação – a seguradora pode refutar responsabilidades perante determinadas causas. Para já, certo na investigação é que não terá existido qualquer crime doloso – com intenção de alguém em incendiar os carros. Tratou-se de uma combustão lenta e os testemunhos apontam para que ninguém tenha sido visto a abandonar o parque de estacionamento no início do incêndio.

A investigação, conforme o CM avançou este sábado, tem um mês para remeter as conclusões obtidas ao Ministério Público.

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