Plano anunciado há 2 anos ainda por concretizar no Algarve
Documento intermunicipal visava reduzir sinistralidade.
Em junho de 2016, a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) assinavam o protocolo para a elaboração do Plano Intermunicipal para a Segurança Rodoviária no Algarve.
O objetivo era reduzir a sinistralidade mas, passados mais de dois anos, o documento continua por concretizar.
Ao CM, Jorge Botelho, presidente da AMAL, defendendo que o plano "não está atrasado", explica que cada município tem de fazer um levantamento dos ‘pontos negros’, e "há câmaras que ainda não o fizeram".
O também presidente da Câmara de Tavira adianta que, em setembro, a AMAL irá reunir-se com a ANSR para "fazer um levantamento porque, "de lá [2016] para cá, há novas situações de ‘pontos negros’ e, como tem de haver uma atualização permanente, será feita uma avaliação sobre mais dados que existam".
PORMENORES
‘Estrada da Morte’
Jorge Gomes, então secretário de Estado da Administração Interna presidiu à assinatura do protocolo, em 2016. Na altura, afirmou, a EN125 era "a única ‘estrada da morte’ do País". Entre 2010 e 2015 registaram-se 66 mortes na via.
Mortes a aumentar
Desde o início do ano e até 15 de agosto registaram-se 25 mortes em resultado de acidentes de viação nas estradas algarvias. Mais cinco do que em igual período de 2016 e mais dez do que no ano anterior, revelam os últimos os dados da ANSR.
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