'Polaco' e cúmplices tentaram assaltar outro padre
Suspeitos tinham atacado casa de pároco de Vermoim, na Maia, mas José da Silva conseguiu alertar as autoridades. Trio ficou preso.
Uma semana antes de assaltarem o padre André Pereira, em Vila do Conde, Paulo 'Polaco' e os dois cúmplices tentaram roubar um outro pároco. A investigação da GNR sustenta que a 15 de abril, os suspeitos, que estavam encapuzados, entraram na casa paroquial de Vermoim, arrombaram a porta e partiram uma janela. O pároco José da Silva apercebeu-se, no entanto, da presença dos ladrões e alertou a PSP. O trio fugiu e já no dia 22 cometeu o crime de Macieira da Maia. 'Polaco' e os outros dois suspeitos foram esta terça-feira presentes a tribunal e ficaram em prisão preventiva. Um quarto arguido, detido por posse de arma e tráfico de droga, ficou com apresentações às autoridades. "Face à prova que existe neste momento entendemos que podia ter sido aplicada outra medida de coação, vamos assim recorrer", disse António Caetano, advogado de 'Polaco'.
No processo constam relatórios de vigilâncias, que dão conta de que as autoridades estariam já a seguir os suspeitos quando cometeram o assalto ao padre André Pereira. Neste caso, o sacerdote, de 39 anos, foi ameaçado com uma faca, amarrado com abraçadeiras e teve de entregar 7250 euros, dinheiro que era das paróquias, e peças de ouro, no valor de mais de mil euros. Durante as buscas realizadas na segunda-feira, os militares conseguiram apreender quase 30 mil euros em dinheiro, sendo que 26 mil euros estava escondido em dois cofres: 13 mil na casa de 'Polaco' e mais 13 mil na casa de outro suspeito.
Paulo 'Polaco' estava desde maio de 2024 em liberdade condicional depois de passar mais de duas décadas atrás das grades. Foi apontado como o cabecilha do gang do Minho e cumpriu já várias penas por vários crimes como roubo e furto.
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