Polémica com acessos na barragem de Foz Tua
Proprietários garantem que EDP não construiu novo caminho rodoviário para casas de férias nas Caldas de Carlão.
A três meses do final da construção da barragem do Tua, catorze proprietários da união de freguesias de Carlão e Amieiro, em Alijó, garantem que a EDP faltou ao prometido. Em causa, está um caminho rodoviário de acesso às propriedades de férias, nas Caldas de Carlão, que ficou submerso com a subida da água da barragem. Ao Correio da Manhã, a EDP assegura que "substituiu o anterior acesso por um novo, de modo a manter as condições de transitabilidade existentes".
Os proprietários afirmam que tudo fizeram junto das entidades competentes para tentarem solucionar o problema, que se arrasta há mais de um ano. Falam ainda num espaço de lazer com "valor histórico", praia do Poço do Cavalo, que será "suprimido" pela subida da água. Afirmam também que, na margem oposta, concelho de Murça, uma propriedade em idênticas condições, foi reforçada com um muro para a resguardar do alcance da água. Sentem-se discriminados.
A EDP refere que "foi adquirida uma parcela adjacente ao local designado por praia do Poço do Cavalo", para assegurar o acesso a cotas superiores - já "transitável desde dezembro de 2016". Mais refere a elétrica nacional que, na mesma parcela, "foram possibilitadas as condições para a criação de um novo espaço de lazer, junto à albufeira, para usufruto público".
A EDP sublinha ainda que, na Declaração de Impacte Ambiental do Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua, "não constam compensações relacionadas com praias fluviais, uma vez que o projeto não tem qualquer impacto sobre este tipo de equipamentos".
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