POLÍCIA CHAMADA À MISERICÓRDIA

A polícia foi ontem chamada a intervir em mais um episódio da polémica que atinge a Santa Casa da Misericórdia de Leiria, alvo de suspeitas de assédio sexual, má gestão e coacção psicológica a funcionárias.

15 de julho de 2003 às 00:00
POLÍCIA CHAMADA À MISERICÓRDIA Foto: Cláudio Garcia
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A presença da PSP foi solicitada pelo provedor Fernando Lopes, que não gostou de ver o advogado Manuel Carreira na instituição nem o funcionário que disse ter sido coagido para prestar falsos testemunhos.

O que se seguiu está longe de dignificar a Santa Casa da Misericórdia: gritos e empurrões nos corredores do Lar Nossa Senhora da Encarnação, com o advogado a ‘forçar’ a entrada e o provedor Fernando Lopes a ‘fugir’ pelas escadas abaixo.

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Aos jornalistas, Manuel da Fonseca Carreira disse não conseguir fazer valer a sua opinião nas assembleias gerais. Lançou acusações de “prepotência” e “má utilização de dinheiros” contra a mesa dirigida por Fernando Lopes e acusou o vice--provedor José Paixão de assediar a sua ex-mulher. Tudo isto aconteceu antes da conferência de imprensa agendada para as 17h15, durante a qual o provedor Fernando Lopes negou tudo e começou por informar que o inquérito interno relativo à outra queixa de assédio sexual contra o vice-provedor “não concluiu pela veracidade das acusações”.

A funcionária está suspensa e pode vir a ser despedida. José Paixão votou o relatório que arquiva o processo de averiguações contra si.

Presentemente decorre um auditoria às contas da Misericórdia de Leiria e há uma denúncia na Polícia Judiciária.

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