Polícias de elite forçados a limpar instalações
Situação arrasta-se desde maio e volta a gerar críticas.
Os agentes da Unidade Especial (UEP) de Polícia da PSP de Faro continuam a fazer a limpeza das instalações onde trabalham e pernoitam.
A obrigação prende-se com a "dificuldade em garantir a limpeza e manutenção" da sede da UEP, junto ao Aeroporto de Faro, "quando só existem duas empregadas de limpeza", explica uma comunicação interna, que está a gerar descontentamento entre os polícias.
Conforme o CM noticiou há duas semanas, a ordem, datada de 19 de maio, foi enviada aos comandantes das quatro subunidades da UEP (Corpo de Intervenção, Grupo Cinotécnico, Centro de Inativação de Explosivos e Corpo de Segurança Pessoal). Desde então têm sido constituídas unidades de limpeza em cada subunidade.
Ontem, Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, voltou a falar sobre o assunto, mostrando-se "completamente em desacordo" com a situação.
"Não acredito que o trabalho de polícia fique por fazer", afirmou, "o que criticamos é a obrigatoriedade imposta às pessoas, que pode ser sancionada disciplinarmente", acrescentou. A Direção Nacional da PSP não se pronunciou sobre o caso.
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