Polícias pedem dinheiro
Os colegas do agente da PSP António Costa (Costinha), investigador criminal da Divisão de Cascais suspeito de ser um dos cabecilhas da rede de corrupção, tráfico de droga e extorsão, entre outros crimes, que a própria PSP desmantelou, lançaram uma campanha de solidariedade para ajudar o arguido. A acção consistiu na abertura de uma conta bancária, onde já estão a ser feitos depósitos que ajudarão a financiar a defesa do agente, bem como a apoiar financeiramente a mulher e as filhas .<br/>
O CM teve acesso a uma corrente de e-mails que deu origem a esta campanha. O primeiro correio electrónico foi criado na última quinta-feira e está assinado por um agente da Esquadra de Investigação Criminal, colega de António Costa. A missiva dá a conhecer à hierarquia da Divisão de Cascais que a mulher do agente Costinha tinha aberto uma conta bancária, pouco depois de o marido recolher em prisão preventiva na cadeia de Évora.
Pai de duas filhas em idade escolar, o polícia era o principal sustento da família. A família está, assim, em dificuldades para financiar o apoio jurídico. Foi esta a principal justificação para o apelo interno lançado pelos colegas de Costinha, tendo o e-mail chegado mesmo ao comandante de Divisão. Fonte oficial do Comando da PSP de Lisboa negou ao CM conhecimento desta campanha de solidariedade.
COMANDANTE NÃO COMENTA
Nos e-mails a que o CM teve acesso, o comandante da Divisão da PSP de Cascais, subintendente Rafael Marques, autoriza a difusão pelo dispositivo do anúncio da abertura de uma conta bancária de apoio ao agente António Costa (Costinha). O oficial, no entanto, ressalva a lembrança do "princípio básico constitucional da presunção da inocência". O nosso jornal contactou Rafael Marques para um comentário a esta campanha lançada por agentes da Divisão que comanda em prol de um agente que é suspeito de corrupção e tráfico de droga, entre outros crimes, mas o oficial afirmou "não comentar publicamente e-mails que envia em serviço". Os agentes Costinha e Magui estão em prisão preventiva na cadeia de Évora.
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