Por dia são apresentadas pelo menos 12 queixas de cibercrimes
Atualmente, é o tipo de criminalidade mais participado em Portugal e um dos mais difíceis de detetar.
Por dia, chegam cerca de 12 queixas de fraude digital, com um aumento de 13% desde 2025, num crime considerado cada vez mais sofisticado e difícil de detetar por parte das entidades competentes. “É a criminalidade mais participada que temos e há mais participações que entram na PJ, PSP e GNR”, explicou Amadeu Guerra, Procurador Geral da República, que deixou saber que as informações dos casos estão a ser “centralizados na Polícia Judiciária” para que não haja várias entidades a “investigar o mesmo”.
O gabinete de cibercrime já identificou 20 métodos de burlas para obter dinheiro, no país. Segundo Rui Cardoso, Procurador Geral Adjunto do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, por detrás destas burlas “estão grupos” que trabalham de forma “precisa” para atacar empresas e obter “dezenas de milhões de euros”, sendo que há “muitos grupos fora de Portugal”, dificultando o trabalho das autoridades.
Outro dos grandes entraves na identificação destes criminosos, passa pelo facto do sistema financeiro português ser considerado muito vulnerável no que toca ao branqueamento de capitais, dificultando o rastreamento do dinheiro. Para o futuro, o objetivo é pressionar o Banco de Portugal para que haja medidas de maior segurança nas entidades bancárias.
Atualmente, este tipo de crime é o mais difícil de detetar e onde há maior dificuldade em ressarcir as vítimas. No ano de 2025, apenas 2% dos casos foram indiciados.
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