PORTUENSES ADOPTAM RÉPTEIS E CANGURUS
Uma iguana a passear pela sala ou um canguru a saltar pela casa são cenários cada vez mais comuns no Porto, onde um número crescente de pessoas tem vindo a adoptar animais de companhia exóticos em lugar dos tradicionais cães e gatos.
Os répteis são as espécies ‘exóticas’ que registaram um maior crescimento nos últimos anos, mas os mais populares continuam a ser os coelhos, seguidos dos papagaios e das aves de jaula, das tartarugas e dos pequenos roedores.
Nas casas da cidade do Porto também há quem tenha companheiros ainda mais estranhos, como cangurus, tarântulas, serpentes, salamandras e sapos.
Segundo Carla Monteiro, veterinária especializada em animais exóticos, depois do ‘boom’ registado com os cães há alguns anos, verifica-se agora a procura deste tipo de animais.
A especialista que dirige o departamento de animais exóticos do Hospital Veterinário do Porto (HVP), refere-se ainda ao tipo de clientes que mais são atendidos naquele departamento que conta com mais de sete centenas de clientes habituais.
Cerca de metade (48,3 por cento) são aves, representando os mamíferos 36,8 por cento dos animais observados naquele departamento. Os répteis totalizam os restantes 14,9 por cento.
Consulta, internamento, análises clínicas e cirurgia são os serviços prestados no hospital, onde há pouco tempo se alimentava a soro um pequeno hamster com 23 gramas de peso, que respirava auxiliado por uma máscara de oxigénio. O animal nasceu prematuro com apenas quatro gramas de peso e foi difícil mantê-lo vivo como pretendia o dono.
A lista de clientes habituais desta veterinária inclui 80 tartarugas, 27 iguanas, três dragões barbudos e um camaleão, não esquecendo um sapo, só para referir os répteis.
A alergia a pelos e a penas é uma das principais razões que estão na origem do crescente número de animais exóticos de companhia, também explicada por serem mais fáceis de manter em pequenos apartamentos e de exigirem poucos cuidados diários. O facto destes animais fazerem pouco barulho e terem um espaço próprio também ajuda a explicar o fenómeno.
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