Dois idosos soterrados após derrocada de prédio em Lisboa
Prédio em obras desabou e atingiu edifício residencial na Calçada da Picheleira. Vítimas foram transportadas para o Hospital de São José.
Um edifício em obras desabou na madrugada desta segunda-feira na Calçada da Picheleira, na zona do Beato, em Lisboa, atingindo edifícios contíguos, causando dois feridos ligeiros, disse à Lusa fonte da PSP e da proteção civil da Câmara.
A diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil, Margarida Castro Martins, disse à Lusa que um edifício desabou às 1h05 para cima de edifícios contíguos.
A derrocada atingiu um prédio onde estavam, no 1.º andar quatro pessoas, duas idosas e uma mãe e filha, adiantou a fonte.
"Duas pessoas idosas ficaram soterradas e foram transportadas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o hospital de São José. Não inspiram cuidados. A senhora partiu um pé", afirmou.
A filha e a neta não ficaram feridas, tendo ficado em casa de familiares uma vez que o prédio onde viviam não tem condições de habitabilidade.
De acordo com fonte, o edifício contíguo à derocada não tem condições de habitabilidade, estando prevista ainda esta segunda-feira de manhã uma fiscalização no local.
As pessoas afetadas pela derrocada "têm por enquanto alternativa habitacional em casa de familiares", segundo Margarida Castro Martins
Quatro viaturas foram também atingidas pela derrocada do prédio.
De acordo com a rede facebook, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estavam no local às 06:45, 38 operacionais, apoiados por 12 viaturas.
O Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa indica no seu 'site' que mobilizou para o local vários meios e operacionais, entre os quais a Unidade Cinotécnica e a "equipa de 'drones'" para buscas suplementares, não tendo sido detetadas mais nenhumas vítimas.
Edifício sem risco estrutural
"O edifício confinante ficou sem condições de habitabilidade, a água foi cortada e a cobertura foi parcialmente destruída. Não existem indícios de risco estrutural", adiantou à Lusa a diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil, Margarida Castro Martins.
De acordo com a representante, vão ser realizados trabalhos de proteção temporária da cobertura deste edifício afetado e de limpeza dos escombros.
"Aguardam-se meios do dono de obra/empreiteiro para iniciar trabalhos de demolição controlada da empena que não caiu", referiu.
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