Preventiva para um dos quatro detidos por crimes violentos no Grande Porto

Diligências policiais levadas a cabo permitiram a recolha de elementos probatórios relevantes que conduziram à identificação, localização e detenção dos suspeitos.

22 de maio de 2026 às 15:31
Prisão Foto: CMTV
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Um dos quatro detidos por crimes violentos alegadamente cometidos no Grande Porto, como rapto, sequestro ou coação, ficou esta sexta-feira em prisão preventiva, enquanto os outros três arguidos saíram em liberdade com apresentações bissemanais às autoridades.

Fonte judicial adiantou à agência Lusa que os arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, que decretou a prisão preventiva para um dos suspeitos e aos outros três homens apresentações bissemanais às autoridades e a proibição de contacto entre os arguidos e com as vítimas.

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Os suspeitos, detidos no Porto, em Gondomar e em Valongo, estão "fortemente indiciados pela prática dos crimes de rapto, sequestro, ofensas à integridade física qualificada, coação, acesso ilegítimo, furto de uso de veículo e detenção de arma proibida, ocorridos na madrugada de 12 de outubro de 2025, nas localidades de Valongo e da Maia".

"Durante essa madrugada, e num período de cerca de três horas, os suspeitos, após abordarem as vítimas, dois amigos, mantiveram-nas privadas da liberdade, com recurso a agressões e ameaças, com a finalidade de viabilizarem a localização de uma terceira pessoa, a quem acusavam de ter subtraído um quilograma de produto estupefaciente a um dos suspeitos", acrescenta a Polícia Judiciária (PJ), em comunicado divulgado na quarta-feira.

Segundo a PJ, os arguidos "obrigaram uma das vítimas a acompanhá-los até um estabelecimento de diversão noturna, a fim de aí encontrarem uma mulher que lhes permitisse localizar a pessoa que, supostamente, estaria na posse do produto estupefaciente".

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"Constrangeram, ainda, a vítima a ceder o acesso ao seu telemóvel e a assinar uma confissão de dívida. Como as tentativas resultaram infrutíferas, subtraíram-lhe a sua viatura", refere esta força de investigação criminal.

Os detidos, com idades entre os 23 e os 32 anos, são praticantes de diversos desportos de combate, como pugilismo, jiu-jitsu e MMA, "impossibilitando que as vítimas, face à evidente superioridade numérica e física, tivessem qualquer capacidade de reação".

"Um dos detidos não tem qualquer atividade profissional e apresenta antecedentes criminais relevantes, sendo que, à data dos factos, se encontrava em regime de pena suspensa pelo período de cinco anos pela prática de crimes de roubo agravado com arma de fogo", indica a PJ.

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As diligências policiais levadas a cabo permitiram a recolha de elementos probatórios relevantes que conduziram à identificação, localização e detenção dos suspeitos.

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