PRIMEIRO FLASH MOB PORTUGUÊS FOI UM FLOP

O primeiro ‘flash mob’ ou ‘manifestação espontânea’ em Portugal foi um autêntico ‘flop’, um fracasso. Na convocação marcada para as 15h30 frente à Assembleia da República, S. Bento, participaram três pessoas e o evento durou um minuto, que ficou registado pelo batalhão de jornalistas que foi cobrir o evento, supervisionado por outro ‘batalhão’ de polícias.

16 de setembro de 2003 às 00:00
PRIMEIRO FLASH MOB PORTUGUÊS FOI UM FLOP Foto: Marta Vitorino
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Se uma das características dos ‘flash mobs’ é serem anónimos e discretos, então pode-se dizer que este evento conseguiu o objectivo: foi tão anónimo e discreto que passou completamente despercebido dos eventuais participantes.

Hélder Lage, 39 anos, funcionário público foi um dos três ‘flashmobbers’ que durante um minuto colocou a mão direita a fazer de pala aos olhos e a olhar de frente para a AR, como que procurando alguém. Ao fim desse minuto gritou “yes” e dispersou. “Decidi participar porque achei que seria insólito e um momento bem disposto”, afirmou ao CM.

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Quando chegou ao local, a professora de inglês Ana Neves, 46 anos, sentiu-se defraudada. “As pessoas não apareceram por ser esta hora (15h30), indicada só para desempregados e professores”, comentou.

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