Prisão preventiva para sete dos 15 detidos por tráfico de droga no Alentejo

Restantes oito arguidos ficam em liberdade, mas sujeitos a diversas medidas de coação.

26 de junho de 2026 às 20:17
Tribunal de Ourique ordenou esta sexta-feira a prisão preventiva para sete dos 15 detidos, na passaa sexta-feira, por tráfico de droga no Alentejo Foto: Luís Guerreiro
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O Tribunal de Ourique determinou a prisão preventiva de cinco homens e duas mulheres do grupo de 15 detidos no Alentejo por alegado tráfico de droga, associação criminosa e posse de arma proibida, foi esta sexta-feira revelado.

Em comunicado, o Comando Territorial de Beja da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou que os arguidos, 13 homens e duas mulheres, entre os 18 e os 53 anos, foram presentes a primeiro interrogatório judicial e sete deles ficam em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo.

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Na sexta-feira passada, a GNR anunciou que, no dia anterior (dia 18), havia detido 14 pessoas - 12 homens e duas mulheres -, por tráfico de droga, associação criminosa e posse de arma proibida, nos concelho de Ferreira do Alentejo e de Aljustrel.

E, acrescentou agora a Guarda, na sequência da investigação policial, foi detido outro homem de nacionalidade portuguesa, aumentando para 15 o total de arguidos.

Além dos sete em prisão preventiva, o Tribunal Judicial de Ourique, no distrito de Beja, decidiu que os restantes oito arguidos ficam em liberdade, mas sujeitos a diversas medidas de coação.

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Entre as medidas aplicadas incluem-se a obrigação de apresentações no posto policial da área de residência e de não permanecerem ou sequer frequentarem ruas adjacentes a estabelecimentos e locais onde ocorra a venda de droga.

Os oito arguidos estão ainda proibidos de se ausentarem do país, com obrigação de entrega dos passaportes, de contactarem, por qualquer meio, os restantes suspeitos e testemunhas do processo e de adquirirem ou usarem armas.

Além disso, de acordo com o comunicado da força de segurança, os 15 arguidos deverão frequentar consultas médicas para o tratamento da toxicodependência.

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No passado dia 19, aquando do anúncio da detenção dos primeiros 14 suspeitos, efetuadas no dia anterior através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Aljustrel, a GNR explicou que a investigação durava há seis meses.

No comunicado divulgado na altura, a GNR disse que os militares, com aquela operação, tinham identificado e desmantelado "uma rede criminosa dedicada à venda e distribuição" de droga "que operava na região de Aljustrel e Ferreira do Alentejo".

A ação envolveu então "um efetivo total de 162 militares" de várias unidades do país.

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Na altura, a GNR apreendeu 106 doses de cocaína, 10 doses haxixe, 10 pastilhas de 'ecstasy', quatro veículos, duas armas de fogo, três munições de diferentes calibres, dois punhais, duas facas táticas e uma arma de 'airsoft'.

Foram ainda apreendidas seis balanças de precisão, 18 telemóveis, 2.385 euros em numerário e diverso material de acondicionamento de estupefaciente.

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