Procurador pede 13 anos de cadeia para mulher que matou namorado em Cascais após sexo
Corpo de Paulo Tavares só foi encontrado quatro dias depois - quando os vizinhos se aperceberam do cheiro no hall do prédio.
O Ministério Público pediu 13 anos de cadeia para a mulher que matou o namorado após terem relações sexuais, no dia 25 de novembro em 2024 em Cascais. As alegações finais decorreram há instantes.
Segundo a acusação, no dia do crime, Raquel foi à cozinha da casa da vítima, pegou numa faca e matou Paulo com 23 golpes, três no pescoço e 20 no peito - um dos quais atingiu o coração. Nas primeiras declarações que deu às autoridades, já depois de ser detida, a arguida afirmou que o crime tinha sido praticado em legítima defesa. Explicou que Paulo, a vítima, a agarrou pelo pescoço e que foi o primeiro a apontar a faca. Após o crime fugiu.
O corpo de Paulo Tavares só foi encontrado quatro dias depois - quando os vizinhos se aperceberam do cheiro no hall do prédio. Raquel não limpou a casa onde ocorreu o crime. Colocou-se em fuga e atirou a faca para uma zona de mato. Está em prisão preventiva.
Pedro Pestana, o advogado da arguida, assegura ao CM que "o crime não foi premeditado". E acrescenta. "Houve legítima defesa, houve uma luta prévia. A perícia psiquiátrica descre que tem diagnóstico de esquizofrenia de longa evolução. A arguida foi sempre cooperante, aceitou fazer a reconstituição do crime e durante a detenção assumiu o crime", concluiu.
Na acusação, o MP arrasa a homicida Raquel Ribeiro. “Não hesitou em efetuar diversos golpes profundos visando a parte torácica, bem sabendo que aí se localizavam órgãos vitais como o coração”.
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