Procurador pede condenações
O Ministério Público de Gondomar pediu, ontem, a condenação dos arguidos no processo ‘Quinta do Ambrósio’, no crime de branqueamento de capitais, deixando a burla qualificada para a "livre convicção" dos juízes. <br/><br/>
O presidente da Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro, um dos cinco arguidos acusado do crime de burla na compra de terrenos a uma família e revenda à STCP, em 2001, após desafectação de Reserva Agrícola Nacional, permitindo lucros de 3 milhões de euros, fechou as alegações finais a criticar o procurador Carlos Teixeira. "Vivo revoltado com a justiça, que está mal devido a quem a aplica. Fico perplexo como é que o senhor acreditou", disse Valentim. Os advogados também articularam as alegações na descredibilização de Maria de Lurdes, uma das filhas da dona da Quinta do Ambrósio, alegando que era visível a "instabilidade e insanidade mental de uma irmã que enganou a outra".
O procurador Carlos Teixeira invocou as transacções bancárias do negócio em contas offshore, para fundamentar o crime de branqueamento, comum aos arguidos José Luís Oliveira, Jorge Loureiro, e aos advogados Laureano Gonçalves e Araújo Ramos. A sentença é conhecida dia 2 de Fevereiro.
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