Professor abatido a tiro por paixão na net

Rolando Palma, de 49 anos, passava uns dias com a namorada brasileira, Regina. Advogado de 61 anos, ex-marido da companheira do português, agiu consumido pelos ciúmes

03 de agosto de 2011 às 00:30
português, professor, abatido, tiro, rio de janeiro, brasil Foto: Pedro Galego
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O gosto pelas artes, nomeadamente pela fotografia, aproximou o português Rolando Palma, de 49 anos, professor de Informática na Escola Secundária de Elvas, e a brasileira Regina D'Ávila, de 48 anos, residente no Rio de Janeiro, que se conheceram na internet. Da troca de mensagens em blogues e nas redes sociais nasceu um romance há cerca de dois anos, e quando até já pensavam em fazer vida conjunta, um ataque de ciúmes do ex-marido de Regina, um advogado brasileiro de 61 anos, terminou em tragédia, a tiro, ontem, na Barra da Tijuca, em plena zona nobre da Cidade Maravilhosa, durante uma estadia do português no Brasil.

Rolando morreu depois de ter sido baleado no pescoço e numa perna, às 07h30 locais - 12h30 em Portugal, quando saía de casa com a sua companheira, que também ficou ferida no tiroteio. Com o casal estava o filho dela e do homicida confesso, de 13 anos, que escapou ileso.

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Segundo o jornal brasileiro ‘O Dia', o agressor, António Costa de Oliveira, "disparou quatro tiros, atingindo Rolando duas vezes e Regina uma vez" em plena avenida Afonso de Taunay.

De acordo com a polícia brasileira, na noite anterior o homicida tentou entrar no prédio onde residia a ex--mulher e onde estava alojado o português, mas foi impedido pelo porteiro. Consumido pelo ciúme, acabou por esperá-los na rua, disparando à queima--roupa a pistola calibre .380 quando os viu juntos.

Segundo os agentes da Delegacia de Homicídios, que acabaram por deter minutos depois o advogado e que agora investigam o caso, existe a suspeita de que este tenha problemas psicológicos e que continuava a não aceitar a separação. Ao juiz terá confessado que temia a fuga da mulher com o filho de ambos para Portugal.

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O professor português chegou ao Brasil no dia 16 de Julho e tinha viagem de regresso marcada para 28 de Agosto. Costumava viajar com regularidade para passar alguns dias com a namorada Regina, mas desta vez já não regressou. A relação assumida por ambos em Setembro de 2009 causou inclusive o divórcio do professor, quando foi descoberta pela ex-mulher, mãe das três filhas do português ontem assassinado no Brasil.

AMIGOS E COLEGAS INCRÉDULOS

Além de leccionar, Rolando Palma também era sócio de uma loja de informática em Elvas, onde a notícia caiu como uma bomba ao início da tarde de ontem. "Ainda nem sabemos bem o que pensar. É um amigo de longa data. Apanhou-nos a todos de surpresa", disse ao CM José Lagarto, sócio do português assassinado. Por sua vez Pedro Reis, colaborador na loja DVI e que tem estabelecido alguns contactos com a família e com o consulado nacional no Brasil, disse ao nosso jornal que aguardam agora "que tudo possa ser resolvido depressa", apesar de ainda não terem "muita informação".

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"ESTÁ ATERRORIZADO POR SABER QUE O IAM MATAR"

Quando Hélder terminou a relação extraconjugal que durava há mais de 12 anos com Amélia estava longe de imaginar a terrível vingança que a mulher lhe tinha preparado. O homem ficou aterrorizado quando há alguns dias a PJ do Porto o contactou e lhe contou que a ex-amante, anteontem detida, tinha contratado um cadastrado para o matar a troco de uma moto e de 4 mil euros pagos a prestações. Amélia, de 45 anos, e Hélder moram na mesma rua, em Pedroso, Gaia, há vários anos.

"Ele está aterrorizado por saber que o iam matar. Ficou incrédulo com o que a Amélia queria fazer", contou ao Correio da Manhã um amigo da vítima.

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Amélia, casada há vários anos, trabalhava como empregada doméstica na casa da mãe de Hélder e foi aí que o relação começou. A mulher pedia boleia ao ex-amante quase todos os dias. Ao marido, António, dizia que tinha ido ao talho. "Ela dizia ao marido que o Hélder a levava ao talho, mas toda a gente achava aquilo muito estranho, eles iam quase todos os dias. As suspeitas eram muitas e até o marido da Amélia começou a desconfiar", explicou um morador.

O CM tentou contactar Hélder, que recusou prestar esclarecimentos.

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