Professor de música abusa sexualmente de alunos nas aulas individuais do Conservatório
Predador foi presente a juiz no Tribunal de Viseu, contou a sua versão dos factos e não pode contactar com as vítimas.
Foi um antigo aluno, hoje com 18 anos, que quebrou o silêncio e denunciou os abusos sexuais de que foi vítima por parte do professor de música, de 35 anos, quando frequentou o Conservatório de Música, no distrito de Viseu. O rapaz ganhou coragem e contou ao pai as práticas sexuais a que foi sujeito quando tinha aulas no Conservatório, entre os anos de 2021 e 2023. A investigação da Polícia Judiciária do Centro está numa fase inicial, mas sabe que há mais vítimas. Aliás, esse foi outro dos motivos para o ex-aluno denunciar o professor, o facto de desconfiar que outros colegas estariam também a ser abusados pelo docente.
Este aluno começou a ser abusado quando tinha 16 anos, durante as aulas individuais. O professor escolhia os momentos em que ficava a sós com o rapaz para "seduzir e iniciar as práticas de atos sexuais", explicou fonte da PJ do Centro. O predador foi detido, fora de flagrante delito, pela prática reiterada do crime de abuso sexual de menores dependentes, isto significa que aproveitava o seu ascendente, na relação professor-aluno, para atacar.
A Judiciária não tem dúvidas que mais alunos foram abusados, todos rapazes. "Nesta fase estamos a investigar mais três casos, mas o número poderá ser maior. Estamos a falar de rapazes entre os 15 e os 18 anos. Isto significa que, no caso dos mais velhos, a relação até podia ser consensual, mas tudo aconteceu em contexto de aula em que beneficiou da sua posição de professor para abusar", complementou a mesma fonte.
O predador foi esta quinta-feira presente a um juiz de instrução no Tribunal de Viseu. Prestou declarações e contou a sua versão dos factos. Saiu em liberdade, mas com várias inibições. Está proibido de exercer a profissão de professor, em qualquer área, que tenha contactos com menores de idade. Está também proibido de contactar, por si ou interposta pessoa, seja pessoalmente ou por meio de comunicação à distância, as supostas vítimas, bem como qualquer aluno que tenha frequentado o estabelecimento de ensino entre os anos de 2020 e 2025.
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