Falta de mergulhadores em prova onde desapareceu triatleta adensa mistério

Rafael Sá, de 23 anos, não teve socorro imediato. Equipas de segurança da organização da prova não incluíam mergulhadores.

04 de setembro de 2019 às 01:30
Rafael Sá, triatleta de 23 anos, desapareceu no domingo no rio Minho Foto: Direitos Reservados
Buscas prosseguiram sem sucesso Foto: CMTV

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As equipas de segurança da organização da prova de triatlo durante a qual Rafael Sá, de 23 anos, desapareceu, no domingo, em Vila Nova de Cerveira, não incluíam mergulhadores.

Apesar de estarem vários meios de socorro no local e pelo menos quatro botes para auxiliar os atletas, só depois de o jovem ter desaparecido é que os mergulhadores foram acionados. Os elementos dos bombeiros ainda tiveram de ir ao quartel buscar os equipamentos. Ao CM, a Federação de Triatlo do Norte e a associação Pedal’Arte (da organização) descartaram responsabilidades. O Ministério Público já abriu um inquérito.

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Rafael Sá - que continua desaparecido - ficou em apuros no início da prova. Uma árbitra que estava numa boia ainda terá tentado puxar o triatleta com um remo, mas sem sucesso. As buscas prosseguem esta manhã.

Para a realização da prova é necessária uma licença. "Esse documento, assinado pelo comandante da Polícia Marítima, tem várias condições [exigidas à organização]?, entre elas que a prova reúna condições de segurança e meteoceanográficas [meteorológicas e fluviais]", indica o comandante da Capitania de Caminha, Pedro Cervaens.

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"Os mergulhadores explicaram que não havia condições para entrarem no rio e que poderiam pôr em causa a própria vida", disse Francisco Santos, da federação nortenha, que indica que a organização estava, este ano, a cargo da federação galega.

O CM contactou a Câmara de Cerveira e a Federação Portuguesa de Triatlo, sem sucesso.

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