Prova quebra silêncio

São hoje conhecidas as medidas de coacção para os dez suspeitos de lenocínio e de extorsão a prostitutas ou clientes que frequentavam a Mata Real , em Ovar. O grupo começou a ser ouvido no Juízo de Instrução Criminal de Aveiro, na quinta-feira, onde alguns elementos quebraram o pacto de silêncio.

09 de janeiro de 2010 às 00:30
Prova quebra silêncio Foto: Diogo Pinto
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Os vários detidos, todos residentes em Gaia, chegaram ao tribunal dispostos a não prestar declarações ou a negar os indícios dos crimes, mas a prova revelada obrigou-os a mudar de estratégia. A investigação da Polícia Judiciária do Porto apresentou escutas telefónicas feitas aos principais suspeitos.

O grupo, liderado pelo casal Rui e Antónia, está indiciado de vários crimes: lenocínio, extorsão, agressão, auxilio à imigração ilegal de mulheres e tráfico de armas. Com base em várias queixas, a PJ desenvolveu diligências durante cerca de um ano, e esta semana avançou com a operação ‘Reis da Mata’, que fez 20 buscas domiciliárias.

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Deteve nove homens e uma mulher, com idades entre os 33 e os 64 anos. O grupo dedicava-se à exploração sexual de mulheres, algumas delas estrangeiras em situação ilegal. As vítimas eram agredidas e obrigadas a entregar o dinheiro que ganhavam na prostituição. Os clientes eram também alvo de ameaças e de extorsão.

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