Provas no Brasil tramam milionário
Autoridades querem ouvir Bernardo Moniz da Maia.
As autoridades brasileiras não têm dúvidas de que o milionário português Bernardo Moniz da Maia e o sócio Hugo Murcho são responsáveis pelos crimes de peculato, corrupção, fraude e associação criminosa pelo envolvimento num gigantesco esquema que lesou o Estado brasileiro em 14 milhões de reais, mais de três milhões de euros. Bernardo Moniz da Maia, presidente da empresa Yser, é considerado foragido no Brasil.
Na análise feita pelos investigadores, foram encontrados documentos, nomeadamente faturas, que provam que eram vendidos equipamentos sem serem entregues. O Ministério Público quer agora ouvir o milionário. O sócio Hugo Murcho, diretor da multinacional naquele país, está preso preventivamente e na quarta-feira foi ouvido no Ministério Público em Belo Horizonte, mas remeteu-se ao silêncio.
Na rede está envolvido o político Narcio Rodrigues, que foi corrompido pelos dois portugueses em cerca de 250 mil euros. Em troca, o grupo Yser era beneficiado em contratos de aquisição de equipamentos. Segundo o Ministério Público, os dois empresários lesaram o Estado brasileiro em cerca de um milhão de euros.
Foi Hugo Murcho quem informou as autoridades de que o presidente da Yser não está no Brasil e que vive em Portugal.
Bernardo Moniz da Maia, recorde-se, ficou sem um iate e um avião avaliados num total de 37 milhões de euros, bens que foram arrestados pelo Novo Banco.
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