PSP e GNR já fazem levantamentos de civis a contratar
Comandos da GNR têm até dia 27 para comunicar todas as posições desempenhadas por militares, e que podem ser assumidas por civis.
As direções da PSP e GNR têm já em curso procedimentos para cumprir uma ordem dada pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves. O governo exigiu às duas forças de segurança um levantamento aprofundado de todos os postos de trabalho desempenhados por elementos uniformizados, cujas funções possam ser assumidas por civis.
O CM apurou que, na terça-feira, o diretor do Departamento de Recursos Humanos da GNR estabeleceu um prazo de apenas cinco dias úteis, que termina na segunda-feira, 27 de julho, para que todas as unidades territoriais e de reserva desta força de segurança façam chegar ao comando da Guarda uma "lista dos militares que exerçam funções administrativas".
O objetivo é claro: fazer chegar essa lista à tutela, para que a mesma "abra processos de recrutamento de trabalhadores civis para as carreiras/categorias de assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores". "Pretende-se minimizar a necessidade de recorrer a militares da GNR, para que os mesmos possam exercer funções operacionais nos postos territoriais", refere a ordem de serviço interna, assinada pelo brigadeiro-general Frederico Galvão da Silva, e a que o CM teve acesso.
Recorde-se que Luís Neves, na terça-feira, deixou mesmo no ar a ideia de que "todos os que sejam um estorvo a uma decisão benéfica para o País, serão afastados".
Ricardo Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Sargentos da GNR, disse ao CM "entender que deve ser privilegiada a missão policial da GNR, com uma afetação correta de recursos policiais, que permita uma gestão global capaz de empreender melhores vencimentos para os militares da GNR".
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