PSP identificou 56 alojamentos ilegais ocupados por 900 estrangeiros na AMP em 2025
Operações resultaram ainda em 106 notificações para abandono voluntário do território nacional.
A PSP identificou, ao longo de 2025 nos concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP), 56 alojamentos ilegais ocupados por cerca de 900 cidadãos estrangeiros, indicou esta terça-feira a direção nacional desta polícia.
Num comunicado no qual faz um balanço das ações de fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional realizadas no ano passado, a PSP refere que nessa mais de meia centena de alojamentos ilegais identificados foram registadas "diversas irregularidades" como sobrelotação, ausência de condições mínimas de higiene e segurança, presença de pragas e inexistência de contratos de arrendamento.
Os 56 alojamentos ilegais estavam ocupados por cerca de 900 cidadãos estrangeiros, acrescenta.
No período em referência, acrescenta, foram efetuadas 63 detenções e registadas 167 contraordenações na AMP, onde a PSP realizou 517 operações policiais que resultaram na fiscalização de 5.394 cidadãos estrangeiros.
Das detenções destacam-se 53 por permanência irregular em território nacional, enquanto as restantes 10 deveram-se a outros ilícitos, nomeadamente falsificação de documentos, posse de arma proibida e crimes contra a propriedade.
Estas operações resultaram ainda em 106 notificações para abandono voluntário do território nacional e foram identificados 233 cidadãos com diligências pendentes no Sistema de Informação Schengen (SIS).
No comunicado, a PSP acrescenta ainda que registou 167 autos de notícia por contraordenação, ao abrigo da Lei dos Estrangeiros.
Estas intervenções foram levadas a cabo pela PSP, através do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço (NECF) do Porto, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF).
"A PSP reforça a sua atuação diária na prevenção e repressão de atividades ilícitas ligadas à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos, bem como na deteção de situações de vulnerabilidade social, frequentemente associadas a condições habitacionais precárias e dificuldade de acesso a um mercado de trabalho regulado, contribuindo para a prevenção da criminalidade associada a estas matérias", lê-se no comunicado.
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