PSP paga 80 mil € por disparo mortal

O agente Filipe Cambraia, 24 anos, preparava-se para ir fazer um gratificado no Estádio da Luz, durante o jogo Benfica-Sporting. Estávamos em março de 2011, na esquadra do bairro Horta Nova, em Carnide, Lisboa. O chefe Marques ia para o mesmo trabalho e estava a fazer procedimentos de segurança da pistola Glock quando disparou acidentalmente, atingindo o agente Cambraia. Este não resistiu ao tiro na barriga e morreu.

22 de fevereiro de 2013 às 01:00
PSP, DISPARO, MORTE, COLEGA, LISBOA Foto: Bruno Colaço
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Quase dois anos depois soube-se a decisão do caso. Anteontem, o chefe Marques acabou condenado a 16 meses de prisão suspensa, mas vai ser a PSP a pagar a indemnização de 80 mil euros à família do jovem agente. O tribunal entendeu que a esquadra não tinha condições para os polícias fazerem os necessários procedimentos de segurança e, por isso, acaba por ser a Polícia a condenada a pagar esse montante.

Quando foi chamado a depor em tribunal, acusado de negligência, o chefe Marques não conseguiu evitar as lágrimas. António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, disse ao CM que ainda hoje o chefe da PSP sofre com a situação e não ultrapassou a morte do amigo. "Foi um grande azar que infelizmente tirou a vida a um agente. Há muito que pedíamos que fosse criado um espaço para as manobras de segurança com as armas de serviço", finalizou o presidente do sindicato.

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