PSP que livrou multas de amigo condenado a três anos e meio de pena suspensa e a pagar as coimas que evitou

Agente da PSP chegou a usar nomes de pessoas mortas para perdoar multas ao empresário de pneus.

07 de novembro de 2024 às 15:52
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O agente da PSP que livrou de seis multas de velocidade um amigo empresário a troco de dinheiro foi condenado, esta quinta-feira, a três anos e meio de prisão com pena suspensa e ao pagamento de 480 euros, o valor das coimas.

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Os três arguidos: o polícia, o empresário do ramo de pneus e a empresa regressaram esta quinta-feira ao Tribunal de São João Novo, no Porto para conhecer o acordão. O empresário de pneus e amigo do polícia foi condenado por seis crimes de falsificação que se concretizam em dois anos de prisão com pena suspensa.

O empresário terá ainda de pagar a quantia de dois mil euros aos bombeiros de Ermesinde. O tribunal de São João Novo, no Porto, decidiu que a empresa teria de pagar 19 200 euros.

O Tribunal entendeu que não se verificava o crime de corrupção por qual estavam acusados os arguidos.

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O polícia, atualmente reformado, estava acusado de seis crimes de corrupção passiva, sendo que um deles de recebimento indevido de vantagem, assim como seis crimes de falsificação de documento agravado, entre 2015 e 2019.

O agente da autoridade poupou o empresário de pneus ao pagamento de coimas, das sanções acessórias de inibição de conduzir e de possíveis apreensões da viatura em causa. Sendo que durante o processo, colocou dados de pessoas mortas  - um deles um amigo agente que morreu de cancro -, um cidadão estrangeiro que nunca esteve sequer em Portugal e até da própria mulher.

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