Pulseiras de vigilância de agressores estiveram 14 horas sem responder

Direção-Geral dos Serviços Prisionais admite "constrangimentos entre os equipamentos de vigilância eletrónica e o sistema central".

23 de outubro de 2026 às 17:11
Mecanismos eletrónicos são usados para vigiar os agressores, e evitar repetição de crimes Foto: Sérgio Lemos
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As pulseiras de vigilância eletrónica colocadas, por ordem judicial, a arguidos por crimes de violência doméstica ou ofensas corporais (e que garantem o afastamento dos mesmos em relação às vítimas), estiveram, na terça-feira, cerca de 14 horas sem comunicar com o sistema central da Direção-Geral dos Serviços Prisionais (responsável, por lei, pela coordenação destes equipamentos).

A notícia, avançada pela TVI, foi confirmada ao CM por fonte oficial do Ministério da Justiça (MJ). Ao que foi possível apurar, o período de 'silêncio' por parte das pulseiras eletrónicas ocorreu na terça-feira. O receio de que, em virtude do problema técnico, pudesse haver reincidência criminal por parte dos arguidos, foi real. No entanto, apesar de admitir a situação, o MJ classifica-a como "uma situação que se deveu a constrangimentos nas comunicações entre os equipamentos de vigilância eletrónica e o sistema central".

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"Os equipamentos mantiveram-se sempre operacionais, e mesmo durante as falhas de comunicação efetuaram os registos de forma autónoma. Esses registos foram integralmente recuperados após o restabelecimento das comunicações, na manhã de quarta-feira, 21 de outubro", acrescentou fonte oficial do MJ.

"Não foi registado qualquer comportamento suscetível de configurar o seu incumprimento", concluiu a mesma fonte.

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