Quatro GNR sequestram e batem com bastões e taser em três menores

Militares foram pronunciados para julgamento pelo Ministério Público por crimes graves como sequestro e agressões.

27 de março de 2026 às 01:30
Três homens e uma mulher da GNR agora acusados foram transferidos para outros postos Foto: Carlos Barroso
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Quatro militares da GNR (três homens e uma mulher) foram pronunciados para julgamento pelo Ministério Público (MP) por crimes graves como sequestro e agressões. As vítimas foram três jovens que escaparam do Centro Jovem Tejo, uma instituição situada no concelho de Palmela, e que foram intercetados pelos arguidos.

Os factos ocorreram na madrugada de 11 de abril de 2024. Dois dos militares agora acusados encontraram os três jovens e mandaram-nos encostar a um muro. A primeira vaga de agressões ocorreu nesse momento. O terceiro arguido foi chamado ao local e usou um bastão para prosseguir as agressões a um dos menores, ameaçando-o de morte. Já com todos os acusados presentes, os três jovens foram levados para outros locais onde, além das agressões, foram ameaçados com uma arma elétrica. Só depois disso os menores foram desalgemados e conduzidos à instituição.

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Os militares viriam a ser detidos e presentes ao tribunal de Setúbal. Ficaram apenas proibidos de contactos entre si. A prestar serviço, na altura, no posto de Palmela, todos foram transferidos para locais diferentes. A pretensão do MP de que os mesmos fossem suspensos foi rejeitada pelo juiz de instrução criminal, e depois pelo tribunal da Relação. O despacho de pronúncia volta a fazer o mesmo pedido ao magistrado responsável pelo processo.

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