Quatro lutam por Lisboa
A presidência do conselho distrital de Lisboa (CDL) da Ordem dos Advogados é disputada, nas eleições de sexta-feira, por quatro advogados: Vasco Marques Correia, Jerónimo Martins, Pedro Raposo e Varela de Matos. O ainda presidente Carlos Pinto de Abreu optou por não se recandidatar, sendo assim certo que o maior conselho, com 12 798 advogados inscritos, vai ter um novo presidente.
Das quatro candidaturas, duas são independentes. Já Vasco Marques Correia, da sociedade PLMJ, de José Miguel Júdice, e Jerónimo Martins, actual vice-presidente do conselho geral, surgem integrados nas candidaturas a bastonário de Fragoso Marques e Marinho Pinto, respectivamente. Luís Filipe Carvalho não apresenta candidato a Lisboa. Varela de Matos, que já se candidatou há 11 anos, defende um CDL como um órgão autónomo, independente e com voz própria.
Já Pedro Raposo, que deixa o conselho de Deontologia de Lisboa, candidata-se com o lema ‘Ordem para Agir’.
‘Dignidade e Mérito – Confiança no Futuro da Advocacia’ é o slogan de Jerónimo Martins, que no seu programa faz questão de dizer que a sua lista apoia a recandidatura de Marinho, defendendo também um exame de acesso à profissão para impedir a massificação e a proletarização da advocacia.
Vasco Marques Correia escolheu como mandatário o conhecido advogado Proença de Carvalho e a sua lista defende ‘Um Conselho Distrital Útil – Promover a Profissão e os Advogados, Dignificar a Advocacia’.
O conselho distrital de Lisboa é um dos órgãos mais importantes da Ordem dado o número de advogados que representa, tendo já servido de trampolim para o cargo de bastonário, como aconteceu com Rogério Alves. No entanto, a lista mais votada para bastonário não é necessariamente a mais votada para o conselho. Sexta-feira mais de 27 mil advogados escolhem os dirigentes da Ordem dos Advogados para os próximos três anos.
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