“Quero o meu filhinho”

O meu menino não pode ter morrido, ele era tão feliz e agora vai para o cemitério. Quero o meu filhinho de volta", gritava ontem Susana Monteiro, a mãe do menino de três anos que morreu, no domingo, após ter ficado fechado, ao calor, dentro do carro do pai.

29 de junho de 2011 às 00:30
TIAGO, BEBÉ, CARRO, MORTE, FUNERAL, BAIÃO Foto: Joana Vales
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Na pequena capela de São Tomé de Covelas, em Baião, as lágrimas e o desespero dos familiares revelavam o negro do luto vivido por quem sabe que não volta a ter Tiago nos braços. A revolta estava cravada nos olhos das pessoas que foram prestar um último adeus ao pequeno Tiago. "Deixaram morrer o meu afilhadinho, ele está ali porque não o ajudaram a tempo", dizia o padrinho de Tiago, entre choro e uma raiva controlada. A família aponta a culpa à demora dos Bombeiros de Santa Marinha do Zêzere. "É inacreditável terem demorado tanto [30 minutos ] e depois ainda ter sido o pai a conduzir a ambulância", diziam indignados alguns populares. O pequeno caixão branco seguiu agarrado pelo pai e pelos familiares, numa pesada dor marcada pelos gritos de quem perdeu um filho.

A criança de três anos terá entrado no automóvel do pai, a meio da tarde do último domingo, durante o aniversário do irmão mais velho. Quando os familiares se aperceberam da ausência da criança, procuraram-na e encontraram-na dentro do carro, ainda com vida, mas o pequeno Tiago acabaria por morrer a caminho do hospital.

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