Ranger fere colega a tiro

Faltavam dez minutos para as 11h00 de ontem, quando três tiros ecoaram no interior do quartel dos Rangers de Lamego (o Centro de Tropas de Operações Especiais). Um militar, da classe praça, atingiu a tiro um camarada, também do mesmo posto, acertando dois dos três disparos efectuados.

08 de setembro de 2007 às 00:00
Ranger fere colega a tiro Foto: Arquivo CM
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Os disparos, que segundo informação militar foram feitos de uma pistola calibre 6.35 mmm, acertaram nos pernas da vítima, que foi imediatamente transferida para o centro hospitalar de Lamego, encontrando-se estável.

Segundo o Tenente-Coronel Silva Perdigão, porta-voz do Exército, esta foi uma situação pontual e que nada teve a ver com assuntos oficiais. “O que se passou foi um desentendimento pessoal entre dois membros do Exército que terminou, infelizmente, com um a atingir o outro a tiro. Não há qualquer associação com acções militares. Foi um caso que apenas não foi à margem do Exército, porque aconteceu no interior de um quartel. Mas podia ter acontecido noutro sítio qualquer”.

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Ainda segundo o porta-voz do Exército, os disparos foram efectuados de uma “arma de defesa pessoal e não do Exército”, o que, segundo o Tenente-Coronel Silva Perdigão, “atesta, ainda mais o não envolvimento de assuntos militares no incidente”. Fica, no entanto, por esclarecer como é que uma arma pessoal (não se sabe se em situação legal) aparece dentro das instalações militares.

Apesar de desconhecidas as idades exactas de ambos os praças, o CM apurou que têm entre 20 a 25 anos, fazendo parte do Exército há cerca de três. Segundo Silva Perdigão, apesar da juventude e dos poucos anos de serviço, “o dia-a-dia dos dois militares e a sua convivência dentro do quartel nada faziam prever um incidente deste género”.

Não deixando de criticar a atitude dos praças na discussão que poderia ter terminado em tragédia, o porta-voz do Exército não vê razões para se empolar o incidente. “Foi um caso pontual e imediatamente circunscrito. Com tantos milhares de militares nos quadros do Exército, é quase impossível controlar todos os movimentos de cada um. Resta-nos esperar o relatório da Polícia Judiciária Militar para apurar responsabilidades”, asseverou.

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O Ranger autor dos disparos foi imediatamente detido pela PJM, que já se encontra a investigar o caso e que deu início aos interrogatórios que visam esclarecer o caso que poderia ter acabado de forma trágica no quartel dos Rangers de Lamego.

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