Recluso morre engasgado com maçã na cadeia de Sintra
Colegas de cela ainda tentaram ajudar a vítima, mas foram impotentes. APAR pede mais "humanismo".
Um recluso morreu no interior da cadeia de Sintra, alegadamente engasgado com uma maçã. Os dois colegas de cela assistiram à situação e tentaram ajudar a vítima, mas o homem não resistiu.
Segundo o CM apurou junto de fontes prisionais, o caso ocorreu na noite de dia 3 de janeiro, já depois de os reclusos serem fechados nas respetivas celas. Um deles teria uma maçã na sua posse - desconhece-se se trazida do refeitório ou entregue por familiares - e começou a comê-la quando já estaria deitado. Nessa altura engasgou-se e ficou com as vias respiratórias obstruídas. Os colegas de cela tentaram ajudá-lo, mas foram incapazes de o salvar. Deram o alerta aos guardas de serviço, mas quando estes abriram a cela já nada havia a fazer.
Ainda foram acionados meios de socorro e a Polícia Judiciária. Os dados iniciais apontam para uma morte por asfixia, sem intervenção de terceiros.
De acordo com a Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), a família do preso falecido só foi informada "no dia seguinte, pelas 9h00, quando a esposa se deslocou à cadeia para a visita semanal". Na altura foi "encaminhada para o Diretor do Estabelecimento Prisional que, só então, lhe deu a conhecer a morte do marido".
"Esta falta de responsabilidade e humanismo é absolutamente condenável e a APAR irá solicitar que sejam averiguadas as razões que levaram a que a Família do recluso só tivesse conhecimento do seu falecimento nestas condições", acusa a associação.
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