Reclusos recusam voltar às celas na Cadeia de Izeda em Bragança
Direção da prisão pondera chamar Grupo de Intervenção e Segurança Prisional.
Os reclusos do Estabelecimento Prisional de Izeda, em Bragança, uma cadeia com cerca de 300 presos, recusaram-se esta sexta-feira a regressar às celas após o almoço, alegando querer que lhes fosse distribuído tabaco.
Ao que o Correio da Manhã apurou, foram chamados guardas de folga, para conseguir dissuadir os detidos, e fazer com que os mesmos regressem às celas.
Foi mesmo queimado um caixote do lixo no pavilhão B da prisão. A situação acalmou um pouco, sem notícia de outros casos de violência.
Os reclusos aceitaram voltar às celas há poucos minutos. No entanto, a direção da cadeia pondera se irá autorizar o recreio para os mesmos, marcado para as 15h00.
Recorde-se que continuam em vigor períodos de greve dos guardas prisionais. O Sindicato Nacional da Guarda Prisional iniciou esta sexta-feira, e termina na segunda-feira, mais um período de paralisação.
O Sindicato Independente da Guarda Prisional também se encontra em greve.
Contactada pelo Correio da Manhã, a Direção-geral dos Serviços Prisionais 'desmente' a ocorrência de distúrbios, confirmando no entanto que "foram queimados papéis dentro de um caixote do lixo, situação que acabou por ser resolvida".
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