Reconhecimentos pouco convictos
Duas testemunhas de acusação do processo de corrupção na BT/GNR admitiram ontem que, durante a fase de inquérito, tiveram pouca convicção nos reconhecimentos fotográficos que foram chamados a fazer.
Ambos salientaram ainda que se não fossem as sugestões dos inspectores da Polícia Judiciária, nem sequer teriam reconhecido, efectivamente, quaisquer militares da BT.
Maria João Lourenço, sócia-gerente da empresa ‘Transgrua’, frisou que, durante a fase de inquérito, reconheceu vários militares da BT que terão alegadamente ido à sua empresa recolher gratificações
No entanto, cerca de três anos depois desta diligência processual, a empresária admitiu que o fez com “pouca convicção”. “Se não fossem as sugestões dos inspectores da Polícia Judiciária, que mesmo em caso de dúvida marcaram a fotografia como reconhecida, talvez não tivesse indicado ninguém”, concretizou.
Hélder Batista, gestor de tráfego da ‘Transportes Abrantes’, foi outra das testemunhas de acusação que, durante a fase de inquérito, reconheceu fotograficamente 24 arguidos. Ontem, no tribunal de Sintra, garantiu não se lembrar de nenhum deles. “Já passou muito tempo”, sublinhou.
Cláudio José Santos, outra das testemunhas ontem ouvidas foi, à semelhança da sessão de quarta-feira, alvo de um processo de averiguações, por suspeita de falsos testemunhos.
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