Relação mantém penas da 'máfia brasileira'

O Tribunal da Relação de Lisboa manteve as penas, entre os seis e os 20 anos, de quatro dos cinco principais arguidos no caso conhecido como 'máfia brasileira'.

21 de novembro de 2012 às 10:50
máfia brasileira, relação, tribunal, penas Foto: Getty Images
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No caso de Eduardo Wesley, condenado a 17 anos de prisão em primeira instância, a Relação acedeu parcialmente ao recurso interposto pelo Ministério Público - que pedia mais três anos para o arguido - e aumentou a prisão em um ano e meio, mas, em cúmulo jurídico, agravou a pena num mês.

Os advogados acrescentaram que, no total, foram interpostos dez recursos, tendo o Tribunal da Relação de Lisboa negado provimento àqueles apresentados pelos principais envolvidos.

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No acórdão lido a 30 de Novembro de 2011, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, o colectivo de juízes condenou Miguel Ângelo Baptista a 20 anos de prisão, Eduardo Wesley e Helder Varela a 17 anos, Jorge Teixeira, militar da GNR, a sete anos e Felisberto Fragoso a seis anos e três meses de cadeia.

Miguel Ângelo Baptista, condenado a 20 anos, foi considerado culpado da coautoria de homicídio qualificado na forma tentada, bem como de três raptos, roubo e associação criminosa. Eduardo Wesley foi condenado a 17 anos de prisão por coautoria de homicídio qualificado na forma tentada, rapto, extorsão e associação criminosa.

Segundo o colectivo de juízes, ficou provado que os dois homens, na noite de 13 de Dezembro de 2009, "agiram de forma a tirar a vida a Fábio Silva", tendo os arguidos "feito vários disparos na direção do tórax e cabeça".

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O objectivo era "silenciar" Fábio Silva e impedi-lo de "ajudar as autoridades nas investigações sobre o tráfico de droga em que os arguidos estavam envolvidos". A vítima perdeu a mobilidade e ficou com uma incapacidade total para o trabalho, devido às graves lesões que sofreu.~

A Helder Varela foi aplicada uma pena de 17 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Carlos Santos, agredido violentamente por causa de um espelho retrovisor de um carro, tendo sofrido lesões graves, acabando por morrer no hospital.

O tribunal condenou o militar da GNR do posto da Costa de Caparica Jorge Teixeira a sete anos de prisão domiciliária e a cinco anos de suspensão de funções pelos crimes de associação criminosa e violação do sigilo profissional, entre outros, tendo ficado provado que passou informações ao grupo operacional de Sandro 'Bala'.

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Felisberto Fragoso foi condenado a seis anos e três meses por vários crimes, entre os quais o de associação criminosa.

O julgamento envolveu 24 arguidos, entre portugueses, brasileiros e angolanos, acusados de mais de 100 crimes, entre os quais homicídio, sequestro, associação criminosa e prática de segurança ilegal em bares e discotecas.

Dos 24 arguidos, a grande maioria ficou com pena suspensa.

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Sandro Lima, conhecido como Sandro 'Bala', e Wanderley Silva, os alegados cabecilhas desta rede, serão julgados em processo separado, uma vez que, estando os dois fora do país, não puderam ser notificados para comparecer em tribunal.

Em ambos os casos foram emitidos mandados internacionais de captura.

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