Requalificação do IP3 custa 134 milhões de euros

Itinerário vai ter duas faixas em cada sentido em quase todo o troço e será equiparado a autoestrada, mas sem portagens.

24 de abril de 2018 às 08:43
O Itinerário Principal 3 é a principal via de ligação entre o Litoral e o Interior na região Centro Foto: André Ferreira
Partilhar

O IP3, entre Viseu e Coimbra, vai por fim sofrer obras de requalificação. Esta foi a solução encontrada pelo Governo, depois de anos de protestos de associações e autarcas, para uma das estradas mais perigosas do País. Só de 2007 a 2017, morreram neste troço 27 pessoas. Com a requalificação, o IP3 vai tornar-se numa espécie de autoestrada, com a vantagem de não ser portajada.

"Em 85%, ou seja, 75 quilómetros de extensão, o IP3 terá quatro faixas, duas em cada sentido. Três faixas (2+1) em 12% e duas faixas (1+1) em 3%", explicou Rogério Abrantes, presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões. O responsável deseja que o troço com uma via em cada sentido, junto às pontes e na zona de Penacova, seja ainda revisto.

Pub

O estado da estrada chegou "a um ponto de rutura" e esta "não sendo a solução ideal", é a "possível". A mesma opinião é partilhada por José António Jesus: o autarca de Tondela lembra que há 14 anos que é defendida a transformação do IP3 em autoestrada e que, por isso, esta solução deve ser enaltecida e merece "consenso parlamentar".

Ainda assim, realça que falta definir o calendário, o modelo e o cronograma. Sabe-se que a obra vai custar ao Estado 134 milhões de euros, mas ainda não há data prevista para o seu arranque. "Esta obra vai sair do Orçamento do Estado e, depois do túnel do Marão, vai ser a mais importante para a sociedade civil e para a região", destacou João Azevedo, presidente do Conselho Regional do Centro. O IP3 é única solução para quem se desloca de Viseu a Coimbra.

Estima-se que por dia seja usado por 20 mil utentes.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar