Rios ameaçados pelo peixe-gato
O siluro é um predador voraz que destrói toda a fauna do meio ambiente onde vive.
A notícia de que o animal avistado na albufeira de Castelo de Bode, no concelho da Sertã, não é um crocodilo, mas sim um siluro (ou peixe-gato), é mais preocupante do que se se tratasse do réptil. É que este peixe é um predador voraz que destrói toda a fauna.
"Nós sabemos que existe" o siluro, disse ao CM o major João Brito, comandante do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR de Castelo Branco, adiantando que "esse é um assunto completamente distinto e muito mais sério" do que o caso do crocodilo. "Onde há siluros, não há pescadores", adiantou o militar, querendo significar que todas as outras espécies piscícolas desaparecem. Porque, na verdade, a captura do peixe-gato, pelas suas dimensões, é um desafio para os amantes da pesca.
Américo Costa, 48 anos, dirigente da AQUATomar que, na quarta-feira, encontrou um siluro com 1,5 metros, perto da foz do Alge, Figueiró dos Vinhos, também considera esta espécie uma ameaça para o equilíbrio ambiental. O peixe--gato existe em Espanha desde 1980, e estará em Portugal há uma década. Os pescadores da Beira Baixa avistam-no com frequência, e um, com 1,33 metros e 13 quilos, foi pescado mais a Sul, em Janeiro, no rio Tejo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt