Risco de colapso em muralha visitada por 230 mil turistas
Autarquia prepara projeto mas precisa de apoio financeiro para executar intervenção considerada urgente.
É dos locais mais visitados do Algarve, com mais de 230 mil turistas por ano, mas a muralha da cidade está em risco iminente de colapso. A Câmara de Silves assume o "perigo para pessoas e bens" e a necessidade de intervenção "urgente", mas lamenta que a esta não seja considerada prioritária pela Direção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg).
O problema da degradação das muralhas da cidade arrasta-se há vários anos mas agravou-se, nos últimos meses, no setor poente, nas proximidades do edifício da Câmara de Silves, onde já se registou o desabamento de pedras, que obrigou ao isolamento do local por parte da Proteção Civil."Vamos avançar com uma candidatura a fundos comunitários para a execução da obra, mas é preciso que a intervenção seja considerada prioritária para a região", explicou a autarca. Ao que o CM apurou, o projeto está fora da lista das intervenções consideradas prioritárias para a região enviada para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.
"É um dos locais mais visitados da região e está em causa a segurança das pessoas", assumiu ao CM a autarca Rosa Palma, que garante que o município tem já uma rubrica aberta no orçamento para reabilitar aquele setor da muralha, mas que não é suficiente para cobrir o custo total. A autarquia espera obter apoio do Estado através da DRCAlg.
"Vamos avançar com uma candidatura a fundos comunitários para a execução da obra, mas é preciso que a intervenção seja considerada prioritária para a região", explicou a autarca. Ao que o CM apurou, o projeto está fora da lista das intervenções consideradas prioritárias para a região enviada para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.
A diretora regional de Cultura, Alexandra Gonçalves, garante que a recuperação da muralha está no lote de monumentos que integrarão candidaturas a fundos comunitários até 2020. A dirigente sugere como hipóteses para o financiamento da obra o recurso ao Fundo de Salvaguarda do Património ou à verba gerada pela bilheteira do Castelo de Silves, que é o segundo monumento mais visitado do Algarve.
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