ROMBO EM TUBO CAUSA FUGA DE GÁS NO SEIXAL
Uma rotura numa tubagem de abastecimento de gás natural a grande parte dos concelhos de Almada e Seixal, ocorrida em Paio Pires, provocou uma fuga de gás que durou 110 horas e que só ontem, uma semana depois do acidente, ficou solucionada.
Segundo apurou o CM, a rotura, no passado dia 15, deu-se no Parque Industrial do Seixal, quando uma máquina de perfuração, usada pela câmara local para a instalação de um sistema de ligação de esgotos, furou um tubo da rede de transporte e abastecimento de gás.
O acidente, numa área apenas com empresas, originou uma fuga, o que levou os técnicos da Setgás, empresa responsável pelo abastecimento de gás natural naquela zona, a solicitar a presença imediata dos bombeiros e da GNR, para controlar o perigo de eventuais explosões.
Avaliada por técnicos da Setgás, a rotura foi de imediato objecto de obras de reparação, que, no entanto, não se revelaram fáceis. “Em situações como esta, é sempre necessário efectuar um ‘by-pass’, ou seja uma derivação do tubo afectado para diminuir ao máximo a pressão de gás no interior do tubo”, referiu ao nosso jornal António Túlio, relações públicas da Setgás.
No entanto, colocou-se, desde logo, o problema da manutenção do abastecimento de gás a todos os clientes, entre os quais se encontra o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Isso foi conseguido graças à “criação de meios alternativos, como o recurso a condutas de menor dimensão”, acrescentou António Túlio.
Mas, apesar de o abastecimento ter sido garantido, a fuga mantinha-se. Não obstante o gás natural ser mais leve do que outros gases, o que o faz subir de imediato à atmosfera, o perigo de explosão foi sempre tido em conta ao longo das reparações.
Só ontem, ao fim de uma semana, é que a fuga ficou controlada. As últimas soldaduras de reparação da conduta foram efectuadas ao longo do dia. A circulação automóvel na zona, que havia sido cortada, pôde então ser restabelecida.
CAUSAS JÁ ESTÃO A SER ANALISADAS
INQUÉRITO
Responsável pela obra que provocou a fuga de gás, a Câmara do Seixal já lançou, em colaboração com a Setgás, um inquérito para apurar o que originou o acidente. “A obra já decorria desde o início de Abril e tudo tinha corrido bem”, salientou o vereador Joaquim Santos.
CÁLCULOS
“É de todo impossível calcular a quantidade de gás que poderá ter saído pela rotura. Trata-se de uma substância muito leve, que por esse facto sobe facilmente para a atmosfera”, explicou ao nosso jornal António Túlio, responsável pelas relações públicas da empresa Setgás.
DESAJUSTADO
Na origem do acidente poderá ter estado “um desajustamento entre o que se previa nos planos da obra de instalação das condutas de esgotos e o terreno encontrado, o que poderá ter levado a máquina a operar mal”, opinou António Matos, comandante dos Bombeiros do Seixal.
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