Rosa Grilo levada a reconstituir o crime em duas casas

PJ testa versões da viúva do triatleta Luís Miguel Grilo.

26 de janeiro de 2019 às 10:21
Rosa Grilo saiu da prisão e foi levada pela PJ à casa dela e à casa do amante Foto: Pedro Simões
Procuradora pede para manter Rosa Grilo e o amante na cadeia Foto: CMTV
Américo Pina, pai de Rosa Grilo Foto: CMTV

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Rosa Grilo, a viúva do triatleta de 50 anos assassinado dentro de casa, em Vila Franca de Xira, entre 15 e 16 de junho, assume que assistiu ao crime, embora negue que o tenha cometido – apontando para três traficantes de diamantes, a quem, segundo ela, Luís devia dinheiro.

Mas admite que tinha lá em casa a arma do amante, António Joaquim, que ela retirara de casa daquele, para proteção, sem que ele soubesse. Por isso a Judiciária levou-a esta sexta-feira da cadeia de Tires até à casa de António, em Alverca, para mostrar de onde retirou a pistola de calibre 7.65 mm e as munições. E levaram-na a casa dela, onde o marido foi assassinado.

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Tratou-se de uma reconstituição, diligência em que a PJ testa a versão da viúva e tenta expô-la perante as suas mentiras. Os inspetores querem demonstrar que quem retirou de dentro de casa de António a arma foi o próprio funcionário judicial, que está igualmente preso por coautoria no homicídio.

Rosa tenta ilibar o amante, afirmando que ele nada teve que ver com o crime, mas existe a convicção na investigação de que foi ele quem premiu o gatilho e executou Luís à queima-roupa, com um disparo na direção da cabeça, a curta distância, visto que Rosa nem sabia manusear a arma.

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E, de resto, está demonstrado cientificamente, pelo laboratório da PJ, que aquela foi a arma do crime – o cano da pistola tem vestígios de sangue com o ADN do triatleta morto.

Rosa conta que dias antes do homicídio – que foi cometido por um angolano, segundo ela – deu a arma de António a Luís, para ele se proteger. Diz ainda que a arma foi escondida na garagem e que, no dia do crime, os três homicidas a encontraram.

A reconstituição foi feita na casa de António e também no local do crime: Rosa teve que mostrar esta sexta-feira, dentro da sua casa, onde estavam todos os intervenientes e como se desenrolou o crime, passo a passo.

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PORMENORES

Investigação no fim

A reconstituição feita pela PJ com Rosa Grilo é uma das últimas diligências da investigação, antes de ser entregue um relatório final ao Ministério Público, com todas as provas, de modo a que a procuradora possa terminar a acusação dentro do prazo.

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Acusação até março

Para conseguir manter as prisões preventivas sem rebentar o prazo dos seis meses – que começou a contar no dia das detenções, a 29 de setembro –, a procuradora terá de acusar o casal até finais de março.

António não participou

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A reconstituição desta sexta-feira foi feita apenas com Rosa Grilo. A PJ não quer que a viúva se cruze com o amante para não acertarem versões sobre o crime.

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