Rui Marques é crítico de lei em vigor
O novo alto comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, que sucede ao padre Vaz Pinto, é Rui Marques, médico, mestre em Ciências da Comunicação e até ao momento alto comissário adjunto.
Rui Marques acaba de publicar um livro sobre as matérias que passará a tutelar – ‘Uma Mesa com Lugar para Todos’ – no qual defende que a forma mais eficaz de combater a imigração ilegal é tornar menos restritiva a entrada de imigrantes e desburocratizar os procedimentos.
O alto comissário, que deverá tomar posse esta semana, critica a lei de admissão de imigrantes, que faz depender a entrada de um contrato de trabalho e de vaga no sector de contratação. Há dois anos foram estabelecidas 8500 vagas, mas apenas uma centena de pessoas conseguiu legalizar-se desta forma. Entretanto, estima-se que existam 50 mil imigrantes ilegais.
Rui Marques tornou-se conhecido do grande público quando, em 1992, integrou a iniciativa ‘Lusitânia Expresso’, nome do barco que rumou a Timor-Leste com portugueses que queriam homenagear as vítimas do massacre de Santa Cruz.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt