Rui Pereira dá as boas-vindas a 33 refugiados

“A Pátria dos refugiados é o Mundo inteiro”. Foi desta forma que o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, deu as boas-vindas aos 33 cidadãos, oriundos de campos de refugiados da República Democrática do Congo, Etiópia, Iraque, Irão, Afeganistão, Uganda e Somália, instalados no Centro de Refugiados da Bobadela, em Loures. Chegados a Portugal, sobretudo em Dezembro, são na sua maioria mulheres e crianças que procuram no país a segurança e o conforto que não encontram nos seus locais de origem.

11 de janeiro de 2011 às 19:37
Refugiados, bobadela, loures, rui pereira, administração interna Foto: Tiago Sousa Dias
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“Temos consciência que são pessoas que sofreram muito e queremos que se sintam bem no nosso País, porque a história de Portugal é feita à custa da mistura de diferentes etnias” disse o responsável durante a cerimónia que decorreu esta terça-feira, que contou com a presença da secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, Teresa Tito de Morais, directora do Centro Português para os Refugiados e o director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Palos.

Por último, Rui Pereira prometeu aos refugiados o “máximo empenho do Governo português” durante a sua permanência em Portugal. Já Manuel Palos assegurou que a entidade que dirige vai resolver no menor tempo possível, a situação documental dos refugiados

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Em 2010, o número de reinstalações em Portugal estabeleceu um novo recorde face a 2009, ano em que foram reinstaladas no País 30 pessoas. Um número bastante superior aos observados em 2006, 2007 e 2008, onde foram apoiadas 17,16 e 11, respectivamente. Um aumento que lotou as infraestruturas do Centro de Acolhimento da Bobadela.

“Não estamos com as melhores condições a nível logístico, tivemos que dividir algumas famílias mas a estadia destas pessoas no centro é uma situação temporária” referiu Teresa Tito de Morais, que disse estar empenhada em promover a integração destes cidadãos no país. E a taxa de sucesso é elevada.

“Lidamos com pessoas em situações de ansiedade, com graves traumas psicológicos mas ao fim do primeiro mês aparecem muitos sorrisos. Estas famílias estão satisfeitas, sentem-se confortáveis e acabam por trazer os familiares” rematou a responsável recordando que o primeiro centro de acolhimento para crianças refugiadas, dos 4 aos 16 anos, em Portugal vai ser inaugurado ainda este ano.

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