Sá da Bandeira interessa à câmara e ao inquilino
Advogado da sociedade que explora o edifício reuniu-se com a autarquia para chegar a um entendimento.
O Teatro Sá da Bandeira, no Porto, está à venda por 2,1 milhões de euros e há dois interessados na aquisição: a Câmara do Porto e a sociedade Rocha Brito e Vigoço - que explora o equipamento. Ambas exerceram o direito de preferência para comprar o edifício e ambas querem preservar a atividade histórica. Reuniram ontem à tarde para conciliar posições e evitar que tenha de ser a Justiça a definir qual dos direitos prevalece.
O edifício está situado numa zona de proteção do centro histórico do Porto. Chegou a estar à venda por cinco milhões de euros, em 2009, e o valor baixou consideravelmente nesta nova tentativa de venda. Poderia ser transformado, por exemplo, num hotel. Para evitar a pressão turística que a cidade tem vivido, a autarquia optou por exercer o direito de preferência.
A reunião de ontem foi pedida pelo advogado Luís Bianchi de Aguiar, representante do atual inquilino. Na carta dirigida a Rui Moreira, sublinha que pretende comprar o Sá da Bandeira, "com características muito particulares da sala em formato de ferradura, que alberga cerca de 1000 lugares e data de meados do século XIX", para "manter a atividade" que ali vem desenvolvendo "enquanto tiver condições para o fazer, bem como para "continuar a servir a cidade como até aqui, levando a cena o mesmo tipo de espetáculos".
Pretende ainda reabrir ao público a denominada viela da Neta, que em tempos serviu de ligação entre as ruas 31 de Janeiro e Sá da Bandeira.
A aquisição do Sá da Bandeira pela Câmara do Porto foi aprovada na assembleia municipal de dia 4, com apenas uma abstenção.
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