SAGRES EXIGE PUNIÇÃO
Na vila de Sagres, as conversas dos últimos dias têm um único tema: a alegada violação de uma menina de seis anos pelo próprio pai. A população, pouco habituada a estes casos, não cala a sua revolta e exige punição para o presumível autor da violação, que, entretanto, continua em liberdade, já que a PJ não deu ainda por concluído o inquérito preliminar.
Aliás, a coordenadora superior deste departamento policial fez questão de referir ontem, ao CM, "que as investigações prosseguem, com o natural sigilo e dentro das normas que o Direito impõe".
Em Sagres, vila onde a criança vivia com o pai, a mãe e um irmão de oito anos, as pessoas exteriorizam, entretanto, sentimentos de repúdio pela ocorrência.
“Um homem que faz aquilo a uma criança não tem perdão”, referiu Susana Cristina Pereira Sequeira, de 27 anos. Susana Cristina é nora de Maria do Rosário Martins Lopes, madrinha da criança, que foi a denunciante do caso à GNR de Vila do Bispo.
Para Susana Sequeira, "até os animais respeitam os filhos". "Com tanta mulher que anda por aí, era preciso chegar ao ponto de abusar de uma filha", interroga, salientando, a propósito, "que um crime destes, depois de investigado, tem de ser punido".
A mesma opinião perfilha Francisco Pereira empregado no Restaurante Conchinha, naquela localidade, apoiado pela sua mulher Lénia. "Tenho uma filha de oito anos e nem quero pensar o que me passaria pela cabeça se um indivíduo a violasse", salienta.
A criança continua internada no Hospital do Barlavento Algarvio, tendo sido transferida da sala de observações das Urgências Pediátricas para a enfermaria da especialidade.
CARINHO NO HOSPITAL
A criança, que se encontra internada desde o passado sábado no Hospital do Barlavento Algarvio, tem recebido um grande apoio dos médicos, enfermeiros e dos auxiliares de acção médica que ali trabalham. A menina recebeu, no domingo, a visita da mãe - que está grávida - do irmão e do pai, que, no entanto, não terá entrado.
“NÃO FAZER MAL...”
O alegado violador terá dito que fazia aquilo à criança “porque não podia fazer mal ao seu mano, que está na barriga da mãe.” Enquanto o homem nega tudo, a mãe remete-se ao silêncio, não tendo sido possível apurar até que ponto é que vai, ou não, a sua cumplicidade no caso, agora denunciado pela madrinha da criança.
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