Sangue de uma terceira pessoa

O Laboratório da Polícia Científica (LPC) da PJ descobriu sangue de uma terceira pessoa, do sexo feminino, nas paredes do apartamento em Lisboa, onde André C., um estudante de Psicologia de 25 anos, terá morto a pontapé e a murro a ex-namorada, Ana F., de 21 anos.

27 de setembro de 2006 às 00:00
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A revelação foi feita ontem na primeira sessão do julgamento, no Tribunal da Boa-Hora, mas até agora não pesou no desenrolar do processo. Segundo fonte judicial, “os exames foram concluídos depois de feita a acusação, pelo que teria de ser extraída uma certidão e aberto outro processo – o que atrasaria a resolução do caso”.

De acordo com o relatório do LPC a que o CM teve acesso – concluído a 20 de Fevereiro – as amostras de sangue recolhidas entre a mesa de cabeceira e o roupeiro e de um recipiente não pertencem nem à vítima nem ao arguido.

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Em tribunal, o arguido contou que vivia desde Janeiro de 2005 com a namorada, mas garante que naquela tarde estava sozinho com Ana. Sem nunca derramar uma lágrima, e com uma frieza que perturbou a família de Ana, o arguido explicou que mantinha uma relação de amizade e de cariz meramente sexual com a vítima.

Depois de “recitar” a sua defesa, como definiu o procurador do Ministério Público – dizendo exactamente o que consta da contestação da acusação feita pelos seus advogados – disse que não se despiu para as práticas “sadomasoquistas”. Ana manteve-se vestida da cintura para baixo. Os exames feitos pelo LPC não revelam existência de sémen.

Apesar de André insistir que a morte de Ana, por asfixia, foi consequência da relação sexual, o inspector da PJ que investigou o caso disse que as infiltrações hemorrágicas na vítima só podem ter sido produzidas em vida.

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